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11 setembro 2010
10 setembro 2010
500 ANOS de DESTRIBALIZAÇÃO das POPULAÇÕES INDÍGENAS no BRASIL
Desde a chegada da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Alvares Cabral, com intenção real de conquista na data de 22 de abril de 1500, anexando assim, o fato do Descobrimento do Brasil à cronologia histórica ocidental que as Populações Indígenas no Brasil vivem um Processo de Destribalização:
1) Essas populações indígenas encontravam-se no estágio de desenvolvimento social definido pelos antropólogos como idade da pedra. Possuíam apenas arcos e flechas para combater os invasores de suas terras com pólvora e machados da idade do metal. Hoje, populações inteiras na região Amazônica, encontram-se no mesmo estágio de desenvolvimento e, sem nenhum ou pouco contato, com a cultura do cara-pálida estabelecida na forma de conquista e invasão.
2) Inicialmente envolvidos numa relação de escambo (troca de trabalho por mercadorias principalmente machados). Hoje, são explorados do mesmo jeito pelos madeireiros, fazendeiros e traficantes na mesma relação provocando verdadeira devastação á Floresta Amazônica.
3) Divididos em lados diferentes nas disputas territoriais entre os interesses globalizados de Portugueses, Franceses, Ingleses, Holandeses e Espanhóis (Mercantilismo - economia de mercado que buscava ouro e prata). E depois, impostos a condição de escravos (inicialmente na exploração do pau-brasil como matéria-prima para as industrias européias devastando assim à Floresta Atlântica e em seguida na agricultura pela população conquistadora que se instalava na Colônia). Dificultando assim, a resistência política e cultural pela unificação das tribos.
4) A Igreja como instituição desintegradora da cultura nativa na forma de ensinamento religioso (catequese) para uma comunidade primitiva, de valores míticos e comungante á natureza - aculturação das populações indígenas. Hoje as instituições envolvidas no processo de aculturação são: INCRA, FUNAI, CIMI e outras.
5) As doenças do cara-pálida como Varíola, Gripe, Sífilis e muitas mais contribuíram para exterminar populações inteiras por não possuírem autodefesa.
No decorrer desses 500 anos de história da sociedade brasileira seu desenvolvimento político e cultural passou por estágios diferentes como: Colônia, Império e República. Onde registram-se 7 Cartas Magnas. Considerando que as Leis exprimem os valores nas sociedades organizadas e funcionam como agentes reguladores sociais em questões de conflitos, somente a última Constituição da República Federativa do Brasil (1988), reconheceu as populações indígenas quanto expressão cultural no território nacional. As anteriores fizeram referência un passant ao tema. Gerando a afirmativa: “500 anos de Destribalização das Populações Indígenas no Brasil”.
Atropologicamente, analisando o conflito entre grupamentos humanos em diferentes estágios de desenvolvimento cultural e político, parece que, a lei primária e animal que rege a sociedade governada pelos instintos: “Somente os mais fortes conseguem sobreviver”. È um fator determinante para a compreensão da atualidade como História.
Texto e Imagem: Roberto Lobo.
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